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Pegaram Jesus para Cristo. Porque Ele não pagou imposto - Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio Pegaram Jesus para Cristo. Porque Ele não pagou imposto - Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio Pegaram Jesus para Cristo. Porque Ele não pagou imposto - Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio Pegaram Jesus para Cristo. Porque Ele não pagou imposto - Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio Pegaram Jesus para Cristo. Porque Ele não pagou imposto - Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio Pegaram Jesus para Cristo. Porque Ele não pagou imposto - Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio Pegaram Jesus para Cristo. Porque Ele não pagou imposto - Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio Pegaram Jesus para Cristo. Porque Ele não pagou imposto - Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio Pegaram Jesus para Cristo. Porque Ele não pagou imposto - Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio Pegaram Jesus para Cristo. Porque Ele não pagou imposto - Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio Pegaram Jesus para Cristo. Porque Ele não pagou imposto - Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio Pegaram Jesus para Cristo. Porque Ele não pagou imposto - Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio Pegaram Jesus para Cristo. Porque Ele não pagou imposto - Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio Pegaram Jesus para Cristo. Porque Ele não pagou imposto - Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio

 



Entrevista com o tributarista Vinícios Leôncio

Publicado em 15.06.2003




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Em entrevista exclusiva ao Duplipensar.net o advogado tributarista Vinícios Leôncio fala sobre o seu livro recente “A Quarta Filosofia: Jesus Cristo não pagou o tributo”. Para o autor o motivo central da condenação de Jesus Cristo foi sua desobediência tributária. Confira ainda na Duplientrevista temas como a reforma tributária e religiosidade.

Qual o objetivo da sua obra?
Demonstrar que o motivo central da condenação de Jesus Cristo foi a sonegação de impostos e que Jesus defendeu ardentemente uma reforma tributária.

O sr. acredita que o motivo central da condenação de Jesus Cristo foi sua desobediência tributária. Além deste, existiam outros motivos tão importantes para a sua condenação?
Havia vários motivos de natureza religiosa, dentre os quais o simples trabalho aos sábados era punido com pena de morte e Jesus trabalhou no sábado, inclusive declarando que o sábado nasceu para o homem e não o homem para o sábado. Além disso, Jesus derrubou as mesas dos comerciantes do Templo, ao argumento de que ali era um covil de ladrões. Mas, não havia ambiente para condená-lo à morte, tendo em vista a possível fúria de seus seguidores. Foi necessário a imputação de um crime de natureza política – sonegação de impostos- para que o peso da condenação recaísse sobre Roma e, consequentemente, não houvesse nenhuma reação de seus colaboradores.

O sr. acredita que se o Cristo estivesse vivo concordaria com a reforma tributária e defenderia a taxação dos inativos?
Jesus Cristo promoveu, no mínimo, dois congressos visando à discussão de uma reforma tributária. O Primeiro foi promovido na casa de Mateus, onde se reuniu com uma multidão de fiscais e os chamou de pecadores e doentes. O segundo foi em sua própria casa, onde reuniu enorme quantidade de fiscais e repetiu a eles as acusações feitas no primeiro congresso. Sendo assim , acredito que Jesus Cristo não estaria de acordo com a reforma tributária em tramitação no Brasil, uma vez que a mesma onera, mais ainda a sociedade. Jesus Cristo diversas vezes reclamou das cargas difíceis de transportar. Já em relação a tributação dos inativos , procurando ver com os olhos de Jesus, se é que é possível, atrevo-me a dizer que ele não concordaria.

O sr. recebeu ameaças de grupos religiosos extremistas insatisfeitos com a sua tese?
Recebi , com muito respeito, inúmeros protestos de pessoas mais apaixonadas. Não podemos fechar os olhos para o severo sistema de arrecadação que a Bíblia oculta. O leigo fica maravilhado com as narrativas faraônicas da Bíblia e esquece de atentar-se para a verdadeira doutrina ali contida. É realmente muito bonito ouvir dizer que o mar se abriu e Moisés passou com seu povo. Mas, é esquecido de que o mar já se abriu inúmeras vezes no decorrer da história.

Quais são os seus projetos futuros? O sr. pretende publicar uma continuação da história tributária de Jesus e outros personagens?
Darei continuidade ao meu projeto de demonstrar que uma reforma tributária é tão importante que até Jesus Cristo, do alto de sua capacidade espiritual, teve com a mesma vasta preocupação.

Depois deste livro o sr. espera que outras pessoas explorem teorias similares sobre a condenação do Cristo?
Existem no mundo aproximadamente 75 mil livros escritos sobre Jesus Cristo. Nunca vi nenhuma obra abordando o Jesus Cristo sonegador de impostos, mas existem aquelas em que é analisado como agitador, rebelde etc. Na verdade, o que Jesus Cristo fez , do ponto de vista político, era realmente novo. Porém, sob o ângulo “divino”, nada era inovador. Não há nada de novo nos seus 42 milagres. Elizeu multiplicou os pães, ressuscitou um morto e curou um leproso; Elias ressuscitou o filho da viúva e multiplicou os alimentos; Jonas acalmou uma tempestade; Salomão expulsaou demônios; Sara, esposa de Abraão, foi engravidada nas mesmas condições em que fora Maria, Mãe de Jesus, ou seja, através de um anjo. Saul, quando se preparava para ser o primeiro Rei dos judeus, recebeu a visita de três pastores, cada um levando um presente diferente. No nascimento de Jesus apareceram os reis magos, levando os três presentes a Jesus. Os evangelistas não podiam descrever os feitos políticos e filosóficos de Jesus sem que fossem superadas todas as qualidades de seus antecessores, daí, a meu ver, terem atribuído a Jesus os milagres descritos na Bíblia.

Qual a sua religião?
Sou fiel ao Criador, mas sem intermediários. Não há necessidade do auxílio de ninguém para poder chegar a Deus. Ao contrário, seria um enorme erro na elaboração da criatura, nada mais, nada menos.

Invalida a fé acreditar no Jesus histórico?
Não. Os feitos de Jesus, como homem, são suficientemente hábeis para despertar a fé no Jesus histórico.

A crucificação era o método mais cruel de pena de morte. Não pagar imposto também é uma das maiores penas em diversos países. Como o sr. vê a importância destas semelhanças?
A questão tributária sempre foi o cerne de grandes acontecimentos. Certa vez, Deus, pretendendo aumentar a arrecadação, determinou a Davi o levantamento do censo da população. Davi deixou de inserir da contagem os menores de vinte anos. Deus , irritado, mandou uma praga ao povo, causando a morte de 70 mil pessoas .

O sonho das sete vacas magras devorando as sete gordas é a maior fraude tributária da história da humanidade porque José, ao revelar o dito sonho do faraó, disse que o Egito teria sete anos de fartura e depois sete de miséria. Ai apareceu Deus e sugeriu a criação de um imposto extraordinário, tipo uma CPMF, de 20%, para vigorar nos primeiros sete anos. Acontece que o imposto durou 1.730 anos e todo o povo do Egito perdeu seus bens, tornando-se escravo para pagar seus impostos.

No ano 6 a C Roma crucificou na Judeía dois mil sonegadores de impostos.

No decorrer da história vários estudiosos trataram os impostos de forma muito dura. David Ricardo dizia que “o imposto, qualquer que fosse a forma que assumisse, somente significava a escolha entre vários males e que, portanto, o melhor imposto era o menor imposto”. João Batista Say, comparou o imposto ao “ granizo e que o imposto e não o contribuinte era o culpado pela ação desastrosa do tributo”. Adam Smith afirmou que a “sonegação era necessária para evitar ao contribuinte a injustiça de impostos prejudiciais à sua atividade econômica”.Paul Leroy afirmou que “o contribuinte prejudicado tinha o direito de subtrair-se ao pagamento do imposto”, enquanto Aftalion bradava que “o público, principal vítima dessa espécie de delinqüência , não a reprova na medida que merece” .

O imposto é o maior instrumento de que dispõe o Estado para penetrar na esfera privada do cidadão, no entanto, sabemos, é indispensável à vida em sociedade.

Produto: Livro
Título: A Quarta Filosofia - Jesus Cristo Não Pagou o Tributo
Autor: VINICIOS LEONCIO
Editora: Embraemp
Ano: 2001 - Edição: 1
Número de páginas: 259
Acabamento: Brochura
Formato: Médio



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